Pilates em Foco05 de outubro de 2026~9 min de leitura

O que é a Metodologia Soliê: como cada aula é pensada para você

A Metodologia Soliê não é uma sequência fixa de exercícios. Veja os 4 pilares do método e o que a ciência diz sobre avaliar, acompanhar e individualizar.

"Mas qual é o Pilates de vocês?"

Quem visita o estúdio pela primeira vez costuma fazer essa pergunta. Às vezes a pessoa já fez Pilates em outro lugar. Às vezes nunca fez e quer saber o que vai encontrar. Em geral, a expectativa é ouvir o nome de uma linha, uma lista de aparelhos ou uma sequência de exercícios.

A nossa resposta costuma surpreender: a Metodologia Soliê não é uma sequência fixa de exercícios.

É uma forma de olhar para cada pessoa, entender o que ela precisa e transformar esse entendimento em uma prática personalizada, segura e progressiva. Ela nasceu justamente da forma como a gente enxerga o Pilates: com atenção, individualidade e propósito.

Neste post, a gente explica como isso funciona na prática, o que acontece antes e durante cada aula, e por que a ciência dá razão a esse jeito de trabalhar.

O cuidado começa antes do primeiro exercício

Antes de qualquer aparelho, vem a conversa. Conhecer o aluno, entender seus objetivos, suas queixas e a sua rotina é o que permite montar um planejamento coerente com o que ele realmente precisa.

Durante a aula, esse olhar continua. A gente observa a execução, faz ajustes, modifica exercícios quando necessário e respeita o ritmo de evolução de cada pessoa.

Não se trata apenas de ensinar um exercício. Trata-se de entender por que aquele exercício está sendo usado e como ele contribui para aquele aluno.

Os 4 pilares da Metodologia Soliê

1. Avaliar para entender

Antes de pensar no exercício, a gente entende quem é aquele aluno: queixas, objetivos, histórico, limitações e, quando existem, exames.

A avaliação não é um formulário para cumprir tabela. É o ponto de partida de todas as decisões que vêm depois. Sem ela, qualquer escolha de exercício vira palpite.

2. Individualizar para fazer sentido

O mesmo exercício não precisa ser igual para todo mundo. Carga, amplitude, resistência, posicionamento e progressão podem mudar.

Uma ponte de quadril pode ser feita no colchonete, no reformer ou com uma bola entre os joelhos. Pode ter mais ou menos amplitude, mais ou menos mola, mais ou menos tempo. O nome do exercício é o mesmo. O que ele pede do seu corpo é outro.

3. Acompanhar para evoluir

A metodologia não termina na primeira aula. A gente observa respostas, evolução e dificuldades para ajustar o planejamento.

O que funcionou na semana passada pode já estar fácil demais. Um dia de mais cansaço pode pedir uma aula diferente da planejada. Esse ajuste fino só é possível com alguém olhando de perto, e é por isso que trabalhamos com no máximo 2 alunos por instrutora. Explicamos essa escolha em detalhe no post sobre por que só 2 alunos por aula.

4. Cuidar para transformar

A experiência também faz parte do método: acolhimento, atenção, segurança e confiança para que o aluno se sinta confortável em evoluir.

Parece o pilar mais "suave" dos quatro. Na prática, é o que sustenta os outros três. Ninguém evolui num lugar onde se sente julgado, apressado ou invisível.

Adaptar não significa facilitar

Esse é um ponto que gera confusão. Quando a gente fala em adaptar um exercício, muita gente entende "deixar mais fácil".

Não é isso. Adaptar significa tornar o exercício adequado à pessoa. Às vezes isso quer dizer reduzir a carga ou a amplitude. Às vezes quer dizer exatamente o contrário: aumentar a resistência, tirar um apoio, acrescentar instabilidade.

E conforme o aluno evolui, a proposta também evolui. É esse acompanhamento contínuo que permite que o Pilates deixe de ser apenas uma aula e se torne um processo.

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O que a ciência diz sobre esse jeito de trabalhar

A Metodologia Soliê não é uma invenção nossa sem base. Cada pilar conversa com o que a pesquisa mostra sobre exercício e reabilitação.

Supervisão de perto faz diferença. Uma meta-análise publicada em 2025 na Healthcare comparou programas de exercício para dor lombar crônica feitos com supervisão presencial e feitos em casa, por conta própria. O grupo supervisionado teve efeito grande sobre a dor e efeito moderado sobre a incapacidade, em comparação com quem treinou sozinho [1].

Com supervisão presencial, o exercício reduziu mais a dor e a incapacidade do que o mesmo tipo de programa feito em casa, sem acompanhamento [1].

A relação com quem acompanha também conta. Um estudo publicado na Physical Therapy acompanhou 182 pessoas com dor lombar crônica em tratamento com exercício ou terapia manual. Os pacientes avaliaram, logo na segunda sessão, a qualidade da relação com o fisioterapeuta, a chamada aliança terapêutica. Essa avaliação previu os resultados de função, dor, incapacidade e percepção de melhora depois de 8 semanas: quanto melhor a relação, melhores os resultados [2].

É um estudo observacional, então ele mostra associação e não prova causa e efeito. Mas ele reforça algo que vemos todos os dias: acolhimento não é enfeite. Ele é parte do caminho.

O exercício muda a confiança no próprio corpo. Uma revisão sistemática com meta-análise de 2023, no Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy, reuniu ensaios clínicos com mais de mil adultos com dor lombar crônica. O exercício aumentou a autoeficácia para a dor, que é a confiança da pessoa em conseguir fazer suas atividades mesmo com dor [3]. O efeito foi modesto, com certeza moderada da evidência, e os próprios autores sugerem que intervenções mais direcionadas podem ampliar esse ganho.

Juntando as três peças: supervisão próxima, uma boa relação com quem orienta e exercício que constrói confiança. É exatamente o que os quatro pilares tentam garantir em toda aula.

Resultados que vão além da aula

Os resultados da nossa metodologia não estão apenas no que acontece dentro do estúdio.

A gente quer que o aluno perceba mudanças na forma como se movimenta, mas também na forma como se relaciona com o próprio corpo:

  • Mais confiança para se movimentar.
  • Mais autonomia para realizar atividades.
  • Mais segurança para conhecer seus limites e suas possibilidades.

Porque, para nós, um bom resultado não é apenas conseguir executar um exercício mais difícil. É sair da aula percebendo que você está mais preparado para viver o seu dia a dia. Se quiser entender melhor por que esse processo leva tempo, vale ler O Pilates não conserta ninguém.

O que os alunos dizem

Não tem forma melhor de mostrar a metodologia do que pela voz de quem vive ela toda semana. Estes são três relatos deixados por alunos e alunas nas avaliações do estúdio no Google.

Avaliação cinco estrelas deixada no Google para a Soliê: espaço super acolhedor onde percebe-se que cada detalhe foi pensado com muito carinho. Atendimento impecável e com muito profissionalismo. Na primeira aula estava com muita dor e já percebi no dia seguinte uma melhora importante.

O primeiro relato fala de algo que acontece com frequência: chegar com dor e sair da primeira aula se sentindo melhor. Isso não é mágica. É o resultado de uma primeira aula pensada a partir da avaliação, e não de uma sequência padrão.

Avaliação cinco estrelas de um aluno da Soliê no Google, agradecendo a melhora no fortalecimento da coluna e na qualidade de vida. Ele destaca o cuidado individualizado: as profissionais analisaram seus exames, entenderam seu problema de coluna e montaram treinos específicos para sua lesão. Conta que se sente acompanhado com atenção e segurança, com correção dos movimentos e adaptação dos exercícios quando necessário, e recomenda o estúdio para quem busca atendimento humano e focado em saúde e recuperação.

O segundo depoimento praticamente descreve os quatro pilares sem saber o nome deles: analisaram os exames (avaliar), montaram treinos específicos para a lesão (individualizar), corrigindo movimentos e adaptando exercícios (acompanhar) e atenção e segurança (cuidar).

Avaliação cinco estrelas deixada no Google para a Soliê: é evidente o cuidado, atenção e o profissionalismo desde o primeiro contato até as orientações na execução dos movimentos. O espaço é lindo e muito agradável. O melhor estúdio que eu já frequentei.

E o terceiro lembra que o cuidado começa desde o primeiro contato, antes mesmo de a aula começar.

Cada corpo pede um caminho

Uma metodologia individualizada também significa reconhecer limites. Algumas ressalvas importantes:

  • Se você tem dor que irradia para as pernas ou braços, formigamento ou perda de força, procure avaliação médica antes de começar qualquer exercício.
  • Em casos de cirurgia recente, lesão aguda ou condição neurológica, o plano é construído em conversa com a sua equipe de saúde.
  • Leve seus exames e conte seu histórico na avaliação. Quanto mais a gente souber, melhor o planejamento.
  • O Pilates não substitui tratamento médico ou fisioterapêutico quando eles são necessários. Ele pode caminhar junto.

Venha conhecer a Metodologia Soliê de perto

A melhor forma de entender a nossa metodologia é viver uma aula. Venha fazer uma aula experimental gratuita na Soliê, no Água Verde, em Curitiba.

Na primeira aula a gente conversa sobre seus objetivos e queixas, observa como você se move e mostra, na prática, como a aula se adapta a você. Com no máximo dois alunos por instrutora, do começo ao fim.

Qual é o Pilates da Soliê? É o que faz sentido para você. E ele muda conforme você muda.


Referências

  1. Lapuente-Hernández D, Gil-Calvo M, Cuenca-Zaldívar JN, Carcasona-Otal A, Herrero P, Matute-Llorente Á. Home Physical Exercise Interventions in Chronic Non-Specific Low Back Pain: Systematic Review and Multivariate Meta-Analysis. Healthcare (Basel), v. 13, n. 17, 2094, 2025. DOI: 10.3390/healthcare13172094
  2. Ferreira PH, Ferreira ML, Maher CG, Refshauge KM, Latimer J, Adams RD. The therapeutic alliance between clinicians and patients predicts outcome in chronic low back pain. Physical Therapy, v. 93, n. 4, p. 470-478, 2013. DOI: 10.2522/ptj.20120137
  3. Gilanyi YL, Wewege MA, Shah B, et al. Exercise Increases Pain Self-efficacy in Adults With Nonspecific Chronic Low Back Pain: A Systematic Review and Meta-analysis. Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy, v. 53, n. 6, p. 335-342, 2023. DOI: 10.2519/jospt.2023.11622
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